sábado, 22 de janeiro de 2011

Tragédia na região serrana


Oi Povo!




Pois é... Sei que faz tempo, que prometi postar mais, mas as coisas nem sempre acontecem da maneira como gostaríamos. Muita coisa aconteceu nesse meio tempo e não conseguiria (e nem poderia devido à importância delas) falar sobre todas em só post. Juro que, aos poucos, vou colocando-as e dando a devida importância a cada uma. Para além disso, quero deixar aqui registrado que, de vez em quando, irei atualizar o blog com letras de músicas, poesias, vídeos ou outras coisas que tenho recebido, achado interessante mas ficado com preguiça de contextualizá-las (não se assustem! o blog não ficará uma bagunça... somente terá um pouco mais a cara de "o tudo numa coisa só" ;) ).




Pois bem... E o que me traz de volta aqui numa noite quente de verão porto alegrense? Passei o último fim de semana meio isolada com alguns amigos, tendo ótimos momentos e boas gargalhadas. Mas algo me perturbou durante todo esse tempo. Como alguns sabem tenho trabalhado todas as noites e, como meus pais transferiram a assinatura do jornal para a praia minhas principais fontes de notícias e ligações com o mundo estão praticamente rompidas (não! eu não tenho paciência de ler notícias pela internet - e juro me policiar mais para fazer isto). Devido a isso não acompanhei, durante toda a semana passada, as reportagens oriundas da região serrana do Rio (onde houve diversos deslizamentos e enchentes por causa das fortes chuvas deste mês). Por mais um ano este maravilhoso estado da região sudeste de nosso país é assolado por uma tragédia natural, perdendo as centenas os seus habitantes¹. 






Sobre isto tenho algumas ponderações a fazer. A primeira e mais relevante para mim neste momento (e o que me leva a escrever este post) é a exploração da mídia em cima do drama das pessoas. Em algumas notícias abertas há pouco li que já passam de 750 mortos. Acredito que só este dado já é bastante chocante. Pessoas soterradas. Pessoas levadas pela lama. Pessoas que não conseguiram vencer a força das águas. Pessoas que sobreviveram após perder toda sua família. O Brasil mais uma vez fica estarrecido diante das imagens da televisão (eu enchi meus olhos de lágrimas diversas vezes durante o fim de semana). Mas isto não basta para as grandes empresas de comunicação. Elas querem mais.



Elas querem sugar até o último suspiro aquelas pessoas que já estão tão traumatizadas. Não consigo contar agora quantas foram as diferentes entrevistas que assisti ou ouvi este fim de semana com diferentes pessoas e diferentes histórias, mas todas com traços em comum: a perda, a dor e o desespero. Não entendo (e isto provavelmente deve-se ao meu parco entendimento sobre pessoas sem ideais) como os repórteres conseguem chegar a um hospital e fazer aquelas pessoas reviverem todos os momentos de desesperos dos quais acabaram de se salvar. É realmente necessária essa dor e este transtorno? Desculpem... Fico realmente indignada diante tanta falta de sensibilidade. 







Outra questão que quero abordar é sobre a causa destas "tragédias naturais". Depois delas ocorrerem sempre ouvimos àqueles que dizem que as pessoas sabiam dos riscos que corriam, tinham suas casas em situações irregulares, etc etc etc. Ok! Mas será que já paramos pra pensar que este é o único lugar onde elas conseguiram montar um cantinho próprio? Que elas, infelizmente, não têm condições de ter uma casa em um bairro que não inunda quando chove? Sei que neste caso da região serrana pessoas com posses maiores também foram atingidas, mas estas não são, nem de longe, a maioria. 



Ouvi, antes do início de toda esta tragédia, uma reportagem sobre os gastos que o governo tem com prevenção de catástrofes e depois com a reparação dos danos. Todos devem imaginar que o primeiro não chega nem perto do valor do segundo. Mas o que me deixou mais chocada foi a resposta dada quando perguntado sobre o porquê que estas obras (de prevenção) não eram feitas. A ilustre pessoa entrevistada, respondeu com todas as letras, que estas obras não geram visibilidade política. Não são como a reconstrução de uma cidade. Que é como tapar um bueiro. LÓGICO! Já que não teremos visibilidade com isso, vamos deixando as pessoas morrer. Daí já aproveitamos a "limpeza" feita na cidade que depois será reconstruída. É tanto descaso que às vezes, fico sem esperanças.



Enfim. Encerro este post demonstrando minha total admiração pelo ser humano que é capaz de mobilizar-se diante do desespero alheio e promover ajuda da maneira que lhe é possível! É esse o tipo de pessoa de olhar em volta e pensar que vale a pena lutar e que as coisas podem ainda melhorar!
















domingo, 24 de outubro de 2010

Sorria mais ;D








Boooa noite gurizadinha!


Em uma conversa que tive estes tempos com um amigo meu, no meio de muitas risadas [olha só que coisa incrível: eu rindo ao conversar com alguém! ;) hehehe] chamei-o de maluco e ficamos nesse assunto: foi um xingamento??

Na minha visão, as pessoas malucas são as melhores de se conviver. É maluco quem não vive a vida em função dos problemas e adversidades que surgem. Pessoas malucas são divertidas! Pessoas malucas sabem também ser sérias, mas só quando estritamente necessário! 

Segue um textinho do Jabor com o título "Seja Idiota". Eu faria uma única alteração: mudaria o título para "Seja maluco" e leve a vida sorrindo - as coisas podem não ficar exatamente mais fáceis, mas, certamente, ficarão mais leves e divertidas! =)


Eu seguirei por aqui nessa tentativa de organizar ideias (sem acento segundo a nova norma ortográfica) para comunicar-me com vocês que, tão gentilmente, dedicam uns instantes do próprio tempo na leitura desse blog! Ahh.. sim! E com a vida cada vez mais louca, seguirei na minha maluquisse diária, nem esquentem! ;)

Beijo beijo beijo (especialmente pro Sr. Bruno Baraldo - um maluco muito muito legal - cujo aniversário foi sexta e não pude comparecer mas, certamente, irei numa próxima). ;*



Seja Idiota

A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz!

A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!

Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de momentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!…
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? 

Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas… a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é  perder os prazeres da vida – e esse é o único “não” realmente aceitável. 

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. 
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir… 

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho 
gostoso agora? “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios”.

“Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche”.


Arnaldo Jabor


domingo, 26 de setembro de 2010

Democracia... será?

                   Olá a tod@s que aqui retornam!

Primeiro sinto que tenho que me desculpar pelo pó e pelas teias de aranha que deixei acumular aqui, ficando tanto tempo sem postar. Justifico: sou EXTREMAMENTE indecisa e todos os dias penso em uns três ou quatro temas, por baixo (hehehe), que deveriam ser eixos deste post. Sem me decidir sobre o assunto “ideal” e com a correria do meu dia-a-dia só aumentando acabo sem escrever sobre nada (o que, acreditem, me faz muito mal).
  

Enfim... desculpa (esfarrapada??) dada, centrar-me-ei neste texto! Estamos às vésperas de mais um processo eleitoral no Brasil no qual escolheremos novos representantes para cinco diferentes instâncias do poder. Diante disso, nada mais apropriado do que falarmos sobre política.



Sim... eu sei que a opinião da maior parte dos brasileiros é que política é um assunto que não se deve discutir (quem dirá num blog!!) porém acredito que é importante pensarmos sobre os rumos do nosso país, estado, cidade, bairro, etc e também, se me dizem que política, futebol e religião não se discute... são justamente estes assuntos que eu vou querer discutir! ;)


Há mais ou menos um mês nossos canais de televisão e estações de rádio foram invadidos pela propaganda política obrigatória. Antes disto os jornais já exibiam matérias gigantescas sobre intenções de votos e coligações entre partidos. Mas e tu, com tudo isso? Alguma vez, neste período eleitoral, parou em frente à televisão ou para escutar rádio e ouvir toda a propaganda eleitoral? Procurou pela internet ou qualquer outro meio informações a respeito dos candidatos, dos partidos,...? Se respondeu que não a qualquer das perguntas, não te preocupes! Tu estás junto com boa parte da população!!!


Mas afinal, será que não queremos discutir política e decidir o futuro da nossa nação? Acredito que não. O que vejo é que estas eleições - assim como as outras, já estão decididas. Qualquer candidato(a) que vencer não irá realizar grandes mudanças para melhorar a educação, saúde, segurança... A não ser que faltem apenas alguns meses para as próximas eleições. Prestem atenção ao que os candidatos falam na sua propaganda eleitoral: o que muda de um para outro? Aliás, um ponto importante a prestar atenção é que os partidos possuem diferentes tempos dentro da propaganda eleitoral: o tempo é proporcional à bancada na câmara dos deputados de cada partido. Super justo né? O partido que tem mais "poder" tem também maior tempo para falar. É o que eles chamam democracia.


Ainda sobre propaganda eleitoral tenho algo para dizer. Eu não aguento mais ver minha cidade cheia de plaquinhas de candidatos. Não é por ver constantemente a cara de uma criatura que vou votar nela! Isso sem falar nos malditos carros de som e sua poluição sonora totalmente desnecessária! Agora mesmo, enquanto escrevo este post, passa uma carreata na minha rua com um carro de som puxando-a. Quem inventou jingles eleitorais deveria ser obrigado a ouvir todos eles! (Desculpem! Momento indignada mode [on].)



Dentro deste sistema que chamam democracia somos OBRIGADOS a votar, a ouvir sua propaganda eleitoral desproporcional, a aceitar suas pesquisas de intenção de votos (quem ainda acredita no que elas dizem?),... Mas é tudo muito democrático. Os debates, por exemplo. Eles chamam TODOS os candidatos para participar não é? São quantos candidatos à presidência mesmo? Quatro? Mas se não assistimos os debates os presidenciáveis também são entrevistados pela dupla dinâmica Willian Bonner e Fátima Bernardes (claro... Rede Globo! Ótima referência de "neutralidade" política! ¬¬).


Sobre neutralidade política uma coisa que achei interessante. Vi estes dias uma daquelas propagandas do Tribunal Superior Eleitoral ensinando como as pessoas poderiam votar apenas na legenda do partido. No final desta propaganda eles "explicam" que votar em branco é COLOCAR O VOTO FORA, NO LIXO, já que ele não é contado. Se o voto em branco é colocar o voto fora por que temos a tecla "BRANCO" nas urnas e não temos a tecla "NULO"?


 Vou aqui confessar que não consegui assistir a nenhum dos debates - falta de tempo, esquecimento, trabalhos da faculdade... são várias as desculpas desta vez. Mas tenho acompanhado os candidatos, o que dizem e como agem e já tenho minha decisão tomada para o dia 3. VOU VOTAR NULO. Nenhum dos candidatos e partidos que hoje estão ali para elegerem-se me representa. Defendo um partido verdadeiramente revolucionário e o voto nulo para demonstrar nossa indignação com esse sistema "democrático".


 Enfim... Minha intenção aqui não é outra senão incitar o debate sobre algumas questões polêmicas. Acredito que política é muito mais que eleições ou um cargo como presidente ou deputado estadual. Política, para mim, é que fazemos diariamente. É a maneira como agimos diante de cada situação: uma criança jogando papel no chão, uma aula na escola, um idoso sem lugar para sentar no ônibus, e, claro, a forma como escolhemos nossos candidatos. Procure maiores informações sobre os candidatos. Pense no que vai fazer diante da urna.




 Um pouco de humor com a sempre jovem Mafalda para encerrar este post. [Quem não conseguiu ler/entender o primeiro quadrinho diz: DEMOCRACIA (do grego demos, povo, e kratos, autoridade) Governo em que o povo exerce a soberania.] Continuarei por aqui. Quem quiser trocar uma ideia, sinta-se completamente a vontade! Obrigada pela paciência dos que chegaram até aqui!


 Bjos e até a próxima! ;*

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Se você tivesse entre escolher ficar com um amigo mesmo sabendo que poderia não dar certo, mas por ser o cara mais bacana que você conhece, que mais combina e faz seu tipo, você ficaria ou não arriscaria perder amizade? Acha que tentar é correr risco?

Não dar certo é algo muito relativo. Acho que se é o cara mais bacana, que mais combina e faz meu tipo, certamente vai dar certo por um tempo (pelo menos) a não ser que ele não queira - e aí seria muita sacanagem ficar comigo não querendo e não falar isso (o que, na minha opinião, não é atitude de amigo). Daí, diante disso, se os dois quiserem mesmo ficar, acho que não é correr o risco de perder amizade e sim correr o risco de acontecer uma relação diferente! Não vejo porque uma amizade (se for mesmo amizade) acabar porque as pessoas ficaram.

Vai perder essa incrivel oportunidade? ;)

sábado, 31 de julho de 2010

Copa do Mundo na volta aos blogs

Olá a todos e todas que estas linhas lêem! Enfim... resolvi reativar minha vida de blogueira! Mas preferi recomeçar do zero, ser um início e não uma continuação, pois assim me parece mais divertido, mais emocionante! Espero que gostem! =]

Vamos aos trabalhos então? Muito tem me passado pela cabeça nos últimos dias mas algo insiste: copa do mundo de futebol!

Pois é... este mês (e mês passado também) tivemos nossas vidas atropeladas por este megaevento que invadiu nossas casas, nossas televisões, nossos jornais, nossos assuntos de mesa de bar e todos nossos planejamentos de noites com amigos (eu sofri muito com isso já que meu aniversário foi véspera da final da copa ¬¬). Muito falamos, muito discutimos que só deu zebra, que a final foi ruim, que os jogos foram fracos, que o Brasil não jogou bem, que o Filipe Melo estragou tudo... e o que ficou disso tudo? Sei que não sou a melhor pessoa para falar disso, não acompanhei a Copa, assisti a alguns poucos jogos, continuei com minhas tarefas infindáveis de final de semestre, mas me pergunto: fora as vuvuzelas, com seu irritante e insistente zumbido, e a Jabulani o que ainda resta na nossa lembrança? Nessa linha de pensamento que estou seguindo me permito um pulo no futuro e prevejo a final da Copa de 2014. Brasil. Euforia, Dois times fortes no enfrentamento final. 90 minutos. Tá, tudo bem, talvez 120. Encerramento. Entrega de troféus, medalhas. E ponto final. O que restará? Conversas por mais uma semana e só isso. Com esse cenário me pergunto: para que uma copa no Brasil? Aliás, refaço a pergunta: quem quer uma copa no Brasil?


Volto ao presente. África do Sul. Cinco estádios construídos. Hotéis de luxo inaugurados (a maior parte para abrigar as delegações de jogadores e equipes técnicas). Milhares de dólares investidos desde a escolha da cidade sede. Milhares de mortes para que os turistas chegassem a um país "pacífico" (ninguém vai querer assistir sua seleção jogar num país em um país com cinquenta assassinatos por dia, um estupro a cada inacreditáveis vinte segundos e uma estatística de roubo galopante não é mesmo?). Centenas de famílias vivendo em casas de lata de 18m² - onde grandes lotes são cercados para que estas pessoas não se mostrem ao mundo. O que fica para o povo africano? Quantos desses milhões de dólares foram gastos em prol da população em geral? Da população que, apesar de não possuir grandes quantias de dinheiro, transmite amor às seleções de seu continente, que vibra, que torce? Quando estas famílias poderão voltar às suas casas e suas vidas normais?


Aqui no Brasil já tivemos um exemplo com os jogos Panamericanos realizados na capital fluminense. Uma CPI que até hoje não foi instaurada. Obras super-faturadas e que hoje estão ou nas mãos de grandes grupos imobiliários ou então sem uso, causando gastos de manutenção à prefeitura carioca. Meu temor é que estamos seguindo no mesmo caminho...


Acho que por hoje é isso. Nada de respostas. Muito de inquietações. Boa noite e obrigada a tod@s que aguentaram até aqui!




Ps.: A seleção Italiana foi eliminada logo na primeira fase. Sem Vincenzo, Canavarro, Gattuso e Grosso qual motivo eu teria pra continuar acompanhando a copa? ;)